“Uma comunidade ativa que tece saberes e afetos” também é verde...
Sábado, 27.02.16

A limpeza do rio Ave na zona de Vila das Aves, mais concretamente no troço que vou abordar (entre o Amieiro Galego e a Ponte da Pinguela) é algo que não compete à Junta de Freguesia, pois segundo me informei o rio Ave neste local é explorado por empresas e daí não se poder mexer. Contudo neste último Verão, a limpeza que ocorreu foi feita pelo Senhor Abreu, empresário responsável pela exploração da barragem/mini-hídrica que aparece nas fotografias subsequentes. As areias que ao longo do tempo vinham a ser depositadas junto da barragem vieram a formar uma camada que estava a um metro da superfície, algo que prejudicava em grande escala o funcionamento da barragem e consequentemente, provocando prejuízo a quem a explora. Esta acumulação de areias também contribuía para as grandes cheias que havia durante o inverno, nomeadamente as de 2013. Tendo em conta a pluviosidade registada nesse ano (2013) com a do ano atual (2016), verificou-se que apesar da deste ano ( dia 13 de fevereiro de 2016), ter sido muito mais intensa, do que a do dia 19 de janeiro de 2013, as consequências das mesmas foram bastante menores, sobretudo nos danos causados nas margens! Isto só vem realçar que os riscos de cheias podem ser minimizados, se forem tomadas as devidas precauções. Claro que se trata do estudo de um troço pequeno, de um rio que por si também não é muito grande! Mas por vezes devemos pegar em pequenos casos de sucesso e extrapolá-los, para podermos evitar catástrofes de maiores dimensões. Há medidas que permitem reduzir o risco de cheia e prevenir os seus efeitos, tais como: manter limpos e desobstruídos os leitos dos leitos dos rios e fazer o desassoreamento;reflorestar áreas onde há maior risco de arrastamento de sedimentos;fazer uma boa gestão das bacias hidrográficas;implementar sistemas de vigilância, que permitam avisar atempadamente as populações de forma a diminuir os riscos de inundações;construir barragens para regularizar os caudais dos rios;

1.JPG

Figura 1 (imagem aérea do Google Maps do troço em estudo)

2.jpg

Amieiro Galego em pleno Verão, zona mini-hídrica, antes da limpeza. (Figura 2)

3.jpg

~ Foto retirada do mesmo local que a figura 2, mas após limpeza. (figura 3)

4.jpg

Rio Ave, Parque Amieiro Galego na Primavera zona mini-hídrica, durante a Primavera . (figura 4)

5.jpg

Nas cheias de Fevereiro de 2016 zona mini-hídrica (figura 5)

6.png

O mesmo local da figura 5, mas desta feita no Verão. (figura 6)

7.jpg

Cheias de 2016 (figura 7)

8.JPG

Cheias de 2013 (Figura 8)

9.jpg

Cheias de 2016 (figura 9)

10.jpg

O mesmo local da figura 9 antes da colocação do parque de merendas e durante o verão. (figura 10)

11.jpg

O local mostrado na figura 10, mas nas cheias de 2016 (figura 11)

12.jpg

Parque de Merendas do Amieiro Galego no Outono. (figura 12)

13.jpg

O parque da figura 12, fotografado em Fevereiro de 2013. (figura 13)

14.jpg

Ponte Da Pinguela no Verão. (figura 14) A Ponte da Pinguela de Romão, construída sobre o rio Ave, ligava as freguesias de Bairro (Vila Nova de Famalicão) e Aves (Santo Tirso). A sua orientação era grosso modo poente-nascente. A memória da sua construção perde-se no tempo, vindo referenciada em documentos do século XVIII, como tendo sido inicialmente de madeira, aliás, como o próprio nome "Pinguela" o indica. Apresentava três vãos que iam diminuindo de nascente para poente. O vão maior, a nascente, correspondia à vazão do rio em época estival. Entre o primeiro e o segundo vãos e entre este e o terceiro existem, do lado de montante, dois talha-mares constituídos por prismas triangulares, assentes em rocha viva. O tabuleiro era em betão armado. Foi destruída e substituída, em 1995, por uma nova ponte, em betão armado, da responsabilidade da Junta Autónoma de Estradas.

15.jpg

Ponte da Pinguela, a mesma da foto da figura 14, mas após a limpeza do rio. Apesar da água próxima do tabuleiro, não foi necessário fechar a passagem da ponte (figura 15)

16.JPG

Outra perspetiva da foto anterior. Figura16

17.jpg

18.JPG

19.JPG

Agradecimentos Para a realiação deste trabalho, contei com a preciosa colaboração de dois ilustres avenses que me autorizaram a usar as fotos por eles tiradas durante as cheias de 2013 e de 2016, pelo facto quero aqui deixar-lhes o meu agradecimento. Rafael Almeida, Fevereiro de 2013 Bibliografia https://i.ytimg.com/vi/m41ZBcoavLg/maxresdefault.jpg https://i.ytimg.com/vi/m41ZBcoavLg/maxresdefault.jpg https://avesitar.files.wordpress.com/2013/11/jhbs.jpg https://www.google.pt/maps/@41.3733427,-8.4145299,252m/data=!3m1!1e3?hl=pt-PT http://www.jf-viladasaves.pt/ http://famalicaoid.inwebonline.net/ficha.aspx?t=i&id=2240

publicado por aedah_eco_escolas às 16:05 | link do post | favorito

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Relógio
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Fevereiro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
comentários recentes
Eu posso deixar o meu contacto na escola para pode...
Obrigada Ana. Se desejar podemos combinar e fazer ...
Parabéns pelo artigos jovens repórters do Ambiente...
Bom dia,peço desculpa do comentário não estar rela...
Apresentação final da Missão Conservação ex-situ |...
Em nome da Equipa de Recursos e Tecnologias Educat...
Posts mais comentados
Eco-Escolas da ESDAH no Facebook
Esdah Eco-escolas

Cria o teu cartão de visita
blogs SAPO
subscrever feeds